Entre os recordes acumulados pela Oktoberfest Blumenau 2025, um deles chama a atenção pela agilidade: um crime de furto de celular foi identificado e solucionado em menos de três minutos. Neste curtíssimo intervalo de tempo, as câmeras de vigilância identificaram o infrator, a informação foi repassada à central de comando e agentes de segurança abordaram o suspeito, recuperando o aparelho.
O presidente da comissão de segurança, Alexandre de Vargas, revelou o caso à coluna na manhã desta segunda-feira (3), quando a prefeitura apresentou um balanço da segurança da 40ª edição da maior festa alemã das Américas. Segundo ele, este episódio foi solucionado, precisamente, em dois minutos e meio, um “recorde” para a festa.
A “muralha” de segurança erguida neste ano foi uma vez mais destacada na apresentação. A Oktoberfest Blumenau contou com um robusto efetivo policial, com mais de 400 profissionais envolvidos, entre agentes das polícias Militar, Civil, Penal, Científica e do Corpo de Bombeiros.
Fora isso, foram instaladas 330 câmeras de vigilância. Outras dezenas de equipamentos particulares, nos arredores da Vila Germânica, tiveram o sinal repassado à central, ampliando o “Big Brother” para 415 aparelhos. Foi uma integração inédita, segundo o prefeito Egidio Ferrari (PL).
A Oktoberfest Blumenau também funcionou como laboratório de novas tecnologias. Fabricantes usaram a maior festa para testar equipamentos que ainda nem foram homologados para venda. Segundo Vargas, são câmeras com novas funcionalidades de inteligência artificial e mais precisas no reconhecimento facial. O sistema utilizado na central é capaz de filtrar, a partir da captura das imagens, o perfil dos visitantes por cor de roupa, uso de acessório (boné, chapéu, óculos etc.) e até mesmo gênero e faixa etária aproximada, elementos que agilizam a resposta ao crime.
Como a coluna já havia antecipado, todos os celulares furtados na edição deste ano – foram 14 aparelhos – foram identificados, recuperados e devolvidos aos donos. O aumento da segurança também vem promovendo uma queda no número de boletins de ocorrência gerais registrados durante o evento. Foram 139 há dois anos, em 2023, volume que caiu para 90 em 2025.
Fonte: Pedro Machado| NSC




